sexta-feira, 12 de junho de 2009
Percebi
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Poesia - A verdade
Ma só deixava passar
Meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
Porque a meia pessoa que entrava
Só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
Voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não se coincidiam.
Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
Onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
Diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E caricia optar. cada um optou conforme
Seu capricho, sua ilusão, sua miopia.
(Carlos Drummot de Andrade)
terça-feira, 9 de junho de 2009
domingo, 7 de junho de 2009
A ESCOLHA É SUA
Uma coisa interessante sobre o termo “escolha” é que desde os primórdios da existência do homem, foi instituído por Deus a liberdades de escolha, o homem poderia ter essa autonomia e isso serviria como artifício de controle sobre seu próprio destino, tendo em vista que são basicamente elas, as escolhas, que definem as situações futuras.
Certo, mas não podemos esquecer que o nosso leque de possibilidades também depende das escolhas dos outros, do próximo, dos que cercam o nosso cotidiano e até os que ainda não conhecemos. Isso quer dizer que esse livre arbítrio nem sempre torna possível ao homem a ação de escolha, mas o deixa por vezes sujeito a ausência de alternativas.
Por exemplo, não podemos escolher onde nasceremos, ou os pais e nomes que teremos, ou nossa data de nascimento, para muitas crianças seria muito bom nascer no dia 12 de outubro ou quem sabe no dia 25 de dezembro, mas, essa capacidade de escolha não temos. Depois disso somos ainda incapazes de conduzir nossas vidas até os 18 anos, que é quando atingimos a maior idade, e até lá somos sujeitos a situações como, boa ou má educação, situação financeira, bons ou maus colégios, amigos, brinquedos, não somos, portanto formadores de opinião.
Esse conjunto de coisas pode refletir positivamente ou não, porque é essa fase, onde não podemos tomar decisões definitivas, que nos prepara para realizar nossos projetos de vida. Até a maior idade, somos preparados ou despreparados para tal responsabilidade, depois disso podemos decidir se escolhemos se conseguiremos um emprego, seremos independentes, onde iremos morar trabalhar, ou se iremos ou não casar e constituir família; sim porque as decisões agora abrangem todas as áreas de nossas vidas seja ela social profissional ou emocional.
Só que mais uma vez somos pegos por enlaces da nossa própria deficiência de autonomia, porque existem coisas que não dependem mais de nós, mas dependem de todo o enredo que permeou os nossos primeiros anos de vida mais uma vez são as escolhas dos outros que decidem o que somos e nos colocam se possibilidades de mudança. Por exemplo, o jovem revoltado pela educação rude oferecida pelos pais, ou a indecisão quanto ao gênero do futuro parceiro provocado pela ausência do pai como figura masculina, ou até jovens sem perspectiva de vida porque nasceram num lugar de condições financeiras e psicológicas desfavoráveis.
São nuances que nos forçam a pensar na pergunta: TEMOS REALMENTE ESCOLHA? Ou seremos apenas reflexos das escolhas de outros?
Em fim, eu acredito que se refletirmos sobre isso, sobre nos e formarmos uma opinião positiva, retirando o que houve de melhor em cada experiência, poderemos mudar o futuro a nosso favor e mudar também o futuro de nossos sucessores na cadeia social.
Mas a escolha...
É SUA!
(Aluizio L. Lopes)
sexta-feira, 5 de junho de 2009
O que significa LIBERDADE?

Eu penso que liberdades [e algo que transcende o nosso entendimento e a nossa capacidade de tê-la, afinal quem pode dizer que a possui plenamente!
Se dizemos:
"Vivemos em um pais livre e democrático"
porque então somos submetidos a decisões politicas que independem de nós e chegam a ser por vezes até coercitivas!
Se dizemos:
"Temos uma sociedade livre"
porque somos presos a preconceitos cada vez mais explícitos que não os acrescentam como seres humanos, mas nos forçam a admitir uma natureza ignorante como a de nossos ancestrais mais primitivos!
E quando gritamos:
"Liberdade de expressão!"
porque continuamos omitindo e mentindo coisas ao nosso próximo, só para manter-mos as aparências, e sufocamos nossos sentimentos e nos tornamos escravos das convenções sociais!
Talvez não possamos chegar a uma explicação sensata do termo "LIBERDADE", mas, acredito que quando for-mos capazes de dizer, "EU NÃO SOU PRECONCEITUOSO", ou "EU FALO O QUE PENSO E ACEITO AS OPINIÕES", e dizer principalmente: " NÃO SOU ESCRAVO DOS VÍCIOS, DA MENTIRA, DA INVEJA, DA IGNORÂNCIA, DA FALTA DE AMOR E TAMBÉM DO EXCESSO DELE" Seremos capazes também de dizer:
